domingo, 8 de março de 2015

1° Encontro - Ayron

Olá! Tudo bem?

Eu espero que sim, pois devo começar me desculpando. >.<

Andei pensando no que dizer nesse primeiro contato durante dias, como quem se prepara a um primeiro encontro - só de pensar minha boca seca e minhas mãos suam. Engraçada essa sensação de frio na barriga, insegurança, e ao mesmo tempo ansiedade e adrenalina, né?!

Pensei em todos os detalhes - desde o par de meias que usaria, até a cor da fita que prenderia seu buquê de flores -, mas o nervosismo me fez esquecer tudo. Um pena não poder lhe mostrar meus sapatos novos que comprei, pois tive orgulho quando terminei de lustrá-los - ficaram um espelho; dava até pra me pentear olhando para eles. Que droga! Como pude esquecer desse momento tão importante para nós?!

Até agora não sei o que dizer, nem o que te entregar, como me redimir pra tentar me desculpar. Então, só o que me resta é deixar ao acaso! Me desculpe, mas direi o que me "der na telha", o que der e vier; antes que as coisas piorem pro meu lado. :'(

A única certeza que tenho é que não quero (nem imaginar) esse post fincando igual à qualquer outro que eu já tenha escrito ou venha a escrever por aí, afinal não sou mais quem fui e não serei mais quem sou, e você também não - o que me tranquiliza de certa forma, pois pensando por esse lado, o tempo por si só já se encarrega de tornar as coisas diferentes a todo instante -, sem contar que é um momento muito especial e requer exclusividade.

Tentarei, então, discorrer alguns versos que me ocorrerem agora, antes de compartilhar uma ideia que já me ocorreu outrora, e dar total liberdade para conversarmos a respeito, só pra deixar esse momento mais autêntico:

"É chegado o grande dia,
Dia do primeiro encontro.
Encontrei em seus olhos o dia.
No dia que parecia um conto.

Sabe aquele parque itinerante?
Giramos na roda gigante.
A barraca de tiro ao alvo?
Ela me pega num salto.

Na barraca de pesca
Ela me prega uma peça;
Eu fisgo seus flertes;
Mais do que pego peixes.

Nunca comi algodão tão doce;
E uma maçã com tanto amor;
Verdade antes fosse;
Entregue a mim essa flor.

Sabe o que é?
Esqueci-me de contar.
Ela não sabe quem eu sou;
Também não posso deixar.

Ficamos em lados opostos;
Ela num lado e eu do outro.
Sou um pônei de um lado;
Ela é um pônei do outro.

Realmente o mundo dá voltas;
Num carrossel nem se fale.
Quem sabe um dia nos soltam,
E galopamos sem margem."

Ufá! Foi tão rápido que me tiraram o fôlego; foi incrível deixa-los sair com tanta espontaneidade!

Eu disse que iria compartilhar uma ideia que me ocorreu outrora, mas deixemos pra outrora, afinal esses versos renderam mais do que uma boa história. ^^"

Muito obrigado por dispor desse momento conosco. :)