quinta-feira, 11 de junho de 2015

Resenha: Álbum de família - Nelson Rodrigues

Título: Álbum de família
Autor: Nelson Rodrigues
 Editora: Nova Fronteira
Número de páginas: 109






Vamos conhecer mais o universo do teatro?

Oi amores, trago hoje pela primeira vez uma peça de teatro. Meu amigo me emprestou o livro com o texto na íntegra e eu devorei. Foi o meu primeiro contato com um texto de Nelson Rodrigues, mas eu já sabia que ele passa longe dos padrões e é ai que a beleza se encontra. É uma leitura leve no quesito vocabulário, mas densa de conteúdo. Essa obra fala sobre uma família e toda a tragédia que a envolve. Todos os membros dessa família se relacionam de formas inusitadas e temas como traição, desconfiança, ódio, morte, aparecem durante toda a peça de uma maneira muito peculiar. É um texto que choca, principalmente por tratar de temas que a sociedade coloca como "tabus", mas, na minha humilde opinião, é isso que torna a leitura rica. Precisamos entrar em contato com coisas que incomodam, se é que posso dizer assim, mas coisas que muitas vezes não estão presentes na nossa vida, ou estão e evitamos. Esse contato, esse choque, é importante para que possamos evoluir como pessoas e é por isso que indico essa leitura maravilhosa.

Sinopse:
Terceira peça de Nelson Rodrigues, Álbum de família foi a que passou mais tempo embargada pela censura. A obra, baseada numa tragédia familiar, com elementos polêmicos como traição, ciúme, morte e, principalmente, incesto, foi escrita em 1945, mas só estreou em 1967. Nela, Nelson Rodrigues desmistifica a imagem aparentemente normal da instituição familiar, o que lhe rendeu muitas críticas e a posição de autor maldito no cenário dramático nacional da época.Com uma habilidade genial para ironizar e satirizar os desvios comportamentais da sociedade, Nelson Rodrigues criou um teatro único e universal que vem atravessando décadas com a mesma vitalidade. Para celebrar o centenário do dramaturgo, a Editora Nova Fronteira relança suas 17 peças, uma obra essencial que inaugurou e consolidou o modernismo no teatro brasileiro.